Reunião Publica: Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo (138)

Ano IX - 03/02/2013

Cap XII - AMAI OS VOSSOS INIMIGOS

O duelo
11. Só é verdadeiramente grande aquele que, considerando a vida uma viagem que o
há de conduzir a determinado ponto, pouco caso faz das asperezas da jornada e não deixa que
seus passos se desviem do caminho reto. Com o olhar constantemente dirigido para o termo a
alcançar, nada lhe importa que as urzes e os espinhos ameacem produzir-lhe arranhaduras;
umas e outros lhe roçam a epiderme, sem o ferirem, nem impedirem de prosseguir na
caminhada. Expor seus dias para se vingar de uma injúria é recuar diante das provações da
vida, é sempre um crime aos olhos de Deus; e, se não fôsseis, como sois, iludidos pelos
vossos prejuízos, tal coisa seria ridícula e uma suprema loucura aos olhos dos homens.
Há crime no homicídio em duelo; a vossa própria legislação o reconhece. Ninguém
tem o direito, em caso algum, de atentar contra a vida de seu semelhante: é um crime aos
olhos de Deus, que vos traçou a linha de conduta que tendes de seguir. Nisso, mais do que em
qualquer outra circunstância, sois juizes em causa própria. Lembrai-vos de que somente vos
será perdoado, conforme perdoardes; pelo perdão vos acercais da Divindade, pois a clemência
e irmã do poder. Enquanto na Terra correr uma gota de sangue humano, vertida pela mão dos
homens, o verdadeiro reino de Deus ainda se não terá implantado aí, reino de paz e de amor,
que há de banir para sempre do vosso planeta a animosidade, a discórdia, a guerra. Então, a palavra duelo somente existirá na vossa linguagem como longínqua e vaga recordação de um passado que se foi. Nenhum outro
antagonismo existirá entre os homens, afora a nobre rivalidade do bem. - Adolfo, bispo de
Argel. (Marmande, 1861.)

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