segunda-feira, 10 de abril de 2017

Reunião Publica (343) - O Evangelho Segundo o Espiritismo

Ano XI - 09/04/2017

Capítulo IV - NINGUÉM PODERÁ VER O REINO DE DEUS SE NÃO NASCER DE NOVO

A reencarnação fortalece os laços de família,
ao passo que a unicidade da existência os rompe

18. Os laços de família não sofrem destruição alguma com a reencarnação, como o
pensam certas pessoas. Ao contrário, tornam-se mais fortalecidos e apertados. O princípio
oposto, sim, os destrói.
No espaço, os Espíritos formam grupos ou famílias entrelaçados pela afeição, pela
simpatia e pela semelhança das inclinações. Ditosos por se encontrarem juntos, esses
Espíritos se buscam uns aos outros. A encarnação apenas momentaneamente os separa,
porquanto, ao regressarem à erraticidade, novamente se reúnem como amigos que voltam de
uma viagem. Muitas vezes, até, uns seguem a outros na encarnação, vindo aqui reunir-se
numa mesma família, ou num mesmo círculo, a fim de trabalharem juntos pelo seu mútuo
adiantamento. Se uns encarnam e outros não, nem por isso deixam de estar unidos pelo
pensamento. Os que se conservam livres velam pelos que se acham em cativeiro. Os mais
adiantados se esforçam por fazer que os retardatários progridam. Após cada existência, todos
têm avançado um passo na senda do aperfeiçoamento.
Cada vez menos presos à matéria, mais viva se lhes torna a afeição recíproca, pela razão
mesma de que, mais depurada, não tem a perturbá-la o egoísmo, nem as sombras das paixões.
Podem, portanto, percorrer, assim, ilimitado número de existências corpóreas, sem que
nenhum golpe receba a mútua estima que os liga.
Está bem visto que aqui se trata de afeição real, de alma a alma, única que sobrevive à
destruição do corpo, porquanto os seres que neste mundo se unem apenas pelos sentidos
nenhum motivo têm para se procurarem no mundo dos Espíritos. Duráveis somente o são as
afeições espirituais; as de natureza carnal se extinguem com a causa que lhes deu origem.
Ora, semelhante causa não subsiste no mundo dos Espíritos, enquanto a alma existe sempre.
No que concerne às pessoas que se unem exclusivamente por motivo de interesse, essas nada
realmente são umas para as outras: a morte as separa na Terra e no céu.

Reunião Publica (343) - Livro dos Espíritos

Ano XI - 09/04/2017

Parte II - CAPÍTULO IX DA INTERVENÇÃO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO CORPORAL

Pressentimentos
Q. 522 a 524

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Reunião Publica (342) - Livro dos Espíritos

Ano XI - 02/04/2017

Parte II - CAPÍTULO IX DA INTERVENÇÃO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO CORPORAL

Anjos de guarda. Espíritos protetores, familiares
ou simpáticos

489. Há Espíritos que se liguem particularmente a um indivíduo para protegê-lo?
“Há o irmão espiritual, o que chamais o bom Espírito ou o bom gênio.”

490. Que se deve entender por anjo de guarda ou anjo guardião?
“O Espírito protetor, pertencente a uma ordem elevada.”

PS: Neste dia apresentamos apenas o estudo do Livro dos Espíritos. Daremos sequencia no próximo encontro ao Evangelho Segundo o Espiritismo

segunda-feira, 27 de março de 2017

Reunião Publica (341) - O Evangelho Segundo o Espiritismo

Ano XI - 26/03/2017

Capítulo IV - NINGUÉM PODERÁ VER O REINO DE DEUS SE NÃO NASCER DE NOVO

Ressurreição e reencarnação
4. A reencarnação fazia parte dos dogmas dos judeus, sob o nome de ressurreição. Só
os saduceus, cuja crença era a de que tudo acaba com a morte, não acreditavam nisso. As
idéias dos judeus sobre esse ponto, como sobre muitos outros, não eram claramente definidas,
porque apenas tinham vagas e incompletas noções acerca da alma e da sua ligação com o
corpo. Criam eles que um homem que vivera podia reviver, sem saberem precisamente de que
maneira o fato poderia dar-se. Designavam pelo termo ressurreição o que o Espiritismo, mais
judiciosamente, chama reencarnação. Com efeito, a ressurreição dá idéia de voltar à vida o
corpo que já está morto, o que a Ciência demonstra ser materialmente impossível, sobretudo
quando os elementos desse corpo já se acham desde muito tempo dispersos e absorvidos. A
reencarnação é a volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas em outro corpo
especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo. A palavra
ressurreição podia assim aplicar-se a Lázaro, mas não a Elias, nem aos outros profetas. Se,
portanto, segundo a crença deles, João Batista era Elias, o corpo de João não podia ser o de
Elias, pois que João fora visto criança e seus pais eram conhecidos. João, pois, podia ser Elias
reencarnado, porém, não ressuscitado.